sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Choque térmico

Chego ao aeroporto noite escura, a primeira camisola de lã da época ainda por vestir, um casaco quente e impermeável por estrear. Retiro a minha bagagem do tapete rolante e dirijo-me para a saída. Ainda tenho de apanhar dois autocarros para chegar ao meu destino. Sinto o frio nas mãos e o vento gelado na cara que me faz chorar sem emoção. Compro bilhete e aguardo. Devia ter trazido collants.

Já no calor do autocarro, observo o percurso da janela. Lá fora caiem grossos flocos brancos e a neve acumula-se nos passeios, campos e carros estacionados. Um termómetro de rua marca -2ºC. menos 25 graus que em Lisboa. Vinte e cinco graus de diferença em 4 horas.

Registo-me na recepção e a travesso as ruas desertas até ao edifício dos quartos. Da próxima vez não venho no voo da noite. Preciso de um chocolate quente. Largo tudo no quarto e procuro uma máquina de bebidas. Sobrevivência assegurada e já recomposta do choque térmico, avisa-me um colega: amanhã, mínima a -5ºC, máxima a -1ºC.

Nunca gostei tanto da ideia de estar o dia todo enfiada numa sala a ter reuniões.

3 comentários:

  1. ui...
    com essas temperaturas, como te aguentaste na reunião?

    bjos.

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  2. Ai os collants! Faz-me lembrar essa raridade que dá pelo nome de ceroulas - ou ceroilas, como preferirem -, que usava quando era mais novo...

    Onde estão as minhas ceroulas, ou ceroilas?

    Quero as minhas ceroulas, ou ceroilas! :)

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  3. grrr
    bem fresquinho.
    Boa estadia e bom trabalho.

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