Chego ao aeroporto noite escura, a primeira camisola de lã da época ainda por vestir, um casaco quente e impermeável por estrear. Retiro a minha bagagem do tapete rolante e dirijo-me para a saída. Ainda tenho de apanhar dois autocarros para chegar ao meu destino. Sinto o frio nas mãos e o vento gelado na cara que me faz chorar sem emoção. Compro bilhete e aguardo. Devia ter trazido collants.
Já no calor do autocarro, observo o percurso da janela. Lá fora caiem grossos flocos brancos e a neve acumula-se nos passeios, campos e carros estacionados. Um termómetro de rua marca -2ºC. Só menos 25 graus que em Lisboa. Vinte e cinco graus de diferença em 4 horas.
Registo-me na recepção e a travesso as ruas desertas até ao edifício dos quartos. Da próxima vez não venho no voo da noite. Preciso de um chocolate quente. Largo tudo no quarto e procuro uma máquina de bebidas. Sobrevivência assegurada e já recomposta do choque térmico, avisa-me um colega: amanhã, mínima a -5ºC, máxima a -1ºC.
Nunca gostei tanto da ideia de estar o dia todo enfiada numa sala a ter reuniões.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
ui...
ResponderEliminarcom essas temperaturas, como te aguentaste na reunião?
bjos.
Ai os collants! Faz-me lembrar essa raridade que dá pelo nome de ceroulas - ou ceroilas, como preferirem -, que usava quando era mais novo...
ResponderEliminarOnde estão as minhas ceroulas, ou ceroilas?
Quero as minhas ceroulas, ou ceroilas! :)
grrr
ResponderEliminarbem fresquinho.
Boa estadia e bom trabalho.