domingo, 13 de janeiro de 2008

Em silêncio.

Apetecia-me criticar o Sistema Nacional de Saúde, denunciar situações desumanas em hospitais ditos de excelência, chamar de incompetentes os técnicos de saúde que acompanharam durante meses uma pessoa sem diagnosticarem acertadamente o que lhe causava sofrimento, acusar as equipas de médicos das urgências centrais de subestimarem a dor de um doente e de questionarem sem razão a presença deste nos seus serviços por se tratar de um idoso...

Mas, ao ver quem nos é querido perder a acção, a vontade de lutar, a alegria de viver, pedindo mesmo que lhe coloquem um ponto final, embarga-se-me a voz e, com a dura noção da minha impotência para alterar a realidade, num profundo respeito pelo seu sofrimento, remeto-me ao silêncio.

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