quinta-feira, 28 de agosto de 2008

É verdade, aconteceu e foi em Portugal.

Um sábado de Agosto, princípio da tarde. Obras na A5, opto pela marginal. Ao passar a zona do estádio nacional, um triângulo avisa obstrução na faixa onde circulo. Adiante, um carro modelo antigo parado e duas septuagenárias de olhar perdido, ao lado. Metros à frente, um táxi com os "quatro piscas" ligados. Acidente, pensei. Ao passar ao lado, depois de mudar de via, reparo melhor. O taxista não praguejava, como eu já o estava a imaginar. Pelo contrário, encontrava-se a trocar o pneu no carro das senhoras. Não houve acidente nenhum. Foi apenas um azar, seguido de um belo exemplo de entreajuda na estrada. E, para compor o cenário, não havia ninguém a buzinar ou a reclamar a demora.

13 comentários:

  1. Correndo o risco de parecer cinico, estavas a sonhar? :)

    ResponderEliminar
  2. Avulsos e Noiva Judia,

    Quase me belisquei, para ter a certeza de que era real o que tinha visto.

    ResponderEliminar
  3. Lisboa, em Agosto, tira férias do cidadão comum e tolera apenas gente peculiar. Não era bom que fosse todo o ano assim?

    ResponderEliminar
  4. Eu devo dizer que já fui muitas vezes ajudada por desconhecidos! Essa cena não me surpreenderia. Já houve quem me ajudasse tanto que literalmente salvou a minha vida, sendo que não me conhecia de lado algum, apenas por "sorte" estava ali, naquele mau momento.
    Creio (muito) na bondade humana. Na maldade também, mas isso são outros quinhentos.

    ResponderEliminar
  5. E acrescento que nunca saí de Portugal... :)

    ResponderEliminar
  6. ...mas hei-de sair.

    (A caixa de comentários hoje está por minha conta.)

    ResponderEliminar
  7. era mesmo bom se fosse sempre assim.

    bjos.

    ResponderEliminar
  8. Acho mal não darem notícias dessas na comunicação social. É tanta coisa má que até nos sentimos mal!!

    ResponderEliminar
  9. Alecrim,
    Também já me ajudaram a trocar um pneu, mas em pleno Alentejo (um alemão, por acaso).
    Em Lisboa e por um taxista... foi estranho ver, confesso. E olha que eu não costumo reparar só nas coisas más...! :)

    ResponderEliminar
  10. ena ena, será que a falta de educação e civismo também foram de férias? ;-)
    realmente, um taxista... é de admirar!

    beijos

    ResponderEliminar
  11. lol... estranhei a vossa admiração porque não considerei relevantes as variáveis Lisboa e taxista. Mas são, de facto.

    ResponderEliminar
  12. ...e septuagenárias...quero dizer se fosse meninas lindas...não era nada estranho que um taxista enquanto homem se tornasse humano...mas assim...ou o homem é a excepção...ou queria apreciar o tal carrinho de modelo antigo!

    De toda a maneira não deixa de ser um gesto muito bonito!

    ResponderEliminar