Há mais de 5 anos a viver na minha actual casa e é rara a semana em que não recebo correspondência que não me é endereçada. Lá vou eu, cheia de paciência, escrever no envelope que o destinatário não reside naquela morada, a não ser que se esconda muito bem, e que não, não possuo o novo endereço, para que o carteiro o leve na vez seguinte.
São cartas de bancos, de seguradoras, da antiga faculdade, de empresas de segurança, são revistas e publicidade endereçada, uma publicação estrangeira da qual o anterior proprietário era (é) assinante, eu sei lá. Nunca tinha pensado nisto mas, ocorre-me agora, ele deve receber, na minha caixa de correio, mais correspondência que eu.
Ora, gostaria eu bem de saber que moral é esta que me obriga a devolver todo o correio do senhor, a ter este encargo, semana após semana, como se de uma dívida se tratasse, se nem as instituições remetentes se dão ao trabalho de actualizar as suas bases de dados, nem o próprio teve interesse em alterar a morada da sua residência quando se foi embora.
São tantas as cartas que já pensei imprimir etiquetas com a lengalenga, só para não ter a chatice nem ficar com problemas de consciência. Mas hoje, depois de mais um episódio destes, fartei-me.
Vou começar por deitar fora (para o papelão, pois claro), todas as cartas recorrentes, as das instituições que ignoram os meus avisos. Se é desprezo que me dão, é desprezo que vão ter. Darei mais uma hipótese às restantes. E em 2009, acabou-se. É que nem a porcaria das revistas que o tipo lia me interessam.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Se as cartas não são para ti, para quê ter o trabalhão que tens?
ResponderEliminarEscrever que não é aquela a morada da pessoa?
Esquece...
Mesmo que continues a escrever, eles mandam na mesma.
Beijos.
Mesmo assim tens mais sorte que nós, que para os antigos inquilinos só recebemos facturas para pagar, cartas de advogados, notificações de tribunais...
ResponderEliminarDeviam ser uma bela peça!
De qualquer modo, também passei pela fase de escrever no envelope e devolver - agora vai tudo directamente para o lixo.
É mais comum do que pensas:)
ResponderEliminarAcho que foste demasiado gentil com tanta devolução! A reciclagem é mesmo uma boa opção!
se já lá estás há 5 anos e o antigo morador ainda não se deu ao trabalho de actualizar a morada para esse tipo de correspondência, é porque não está interessado em recebê-la. eu se fosse a ti, não me ralava mais com isso.
ResponderEliminarEu em Belém tinha o mesmo problema. Recebia imensas cartas para uma Maria Margarida não sei quantas e para uma Imobiliária. Sinto uma total empatia com a tua atitute, é que são muitos anos a escrever "desconhecido nesta morada"! Uff:-)
ResponderEliminarpois, eu passei a fazer o mesmo após uns anos valentes a remar conta a corrente e a chatear o pobre do carteiro ;-)
ResponderEliminarnão te esqueças de separar o invólucro das revistas para o contentor amarelo! ihihhihih
bjs meus
Desta vez não é pró lixo, mas para a reciclagem! Espero que os inquilinos das várias casas por onde passei (e cujas moradas dei para receber correspondência) tenham feito o mesmo que eu (e que tu, a partir de agora).
ResponderEliminar