domingo, 7 de novembro de 2010

O assalto ao supermercado

Hoje, à hora do almoço, passei no supermercado e deparei-me com prateleiras vazias no sector dos brinquedos. As barbies e os gormitis e outros que tais da moda tinham desaparecido todos. Disse-nos um funcionário que, ontem, à hora de abertura da loja (fui à da Amadora, com uma amiga), havia filas para entrar e que as pessoas se atropelavam umas às outras quando abriram as portas. Não quero nem imaginar como terá sido. E deve ter acontecido no país todo, o que dá que pensar. Por um lado a crise, por outro lado esta mesma razão. Eu, que não gosto de ouvir falar em Natal antes de Dezembro, à conta do desconto em talão, comprei os presentes da criançada quase toda ainda nos primeiros dias de Novembro.

1 comentário:

  1. A crise. A malfadada crise.

    Sempre se disse que o azar de uns é a sorte de outros e é disso que se trata aqui. A mesma crise que nos leva a todos a querer agarrar a oportunidade do desconto em talão, dá aos senhores da Sonae a possibilidade de arrecadar o dobro do valor que seria razaoável, por um produto que ainda não pagaram e que não irão pagar tão cedo, aos fornecedores que, pelo volume de brinquedos em causa fizeram um desconto bastante significativo...enfim, uma grande operação financeira. Ainda assim, poderá dizer-se que se trata de uma transacção win-win, mas em que a definição de ganho é muito diferente para uns e outros.

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