sexta-feira, 16 de março de 2007

A minha casa

A minha casa teve um período de abandono. Não investia nada nela e passava lá o tempo mínimo. Estar em casa fazia-me sofrer, sentia-me sózinha, tão vazia como a própria divisão onde me encontrasse. Era uma casa-museu, mas sem obras de arte para apreciar.
Aos poucos, mudando coisas de sítio, deitando outras fora, comprando novas, voltei a casa.
Pendurei quadros nas paredes, coloquei uma coberta de cores quentes no sofá, mudei os tapetes do hall. Substituí fotografias, rearrumei o escritório, comprei um cabide e uma banqueta que coloquei à entrada.
Redescobri o gosto de estar em casa, de estar comigo, de me sentir no que é, finalmente, o meu mundo.

A minha casa, agora, sabe-me a casa. E é um espelho de mim.

4 comentários:

  1. Não há nada como se sentir em casa na sua prórpia casa...

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  2. que bom! fico feliz por ti!
    beijoca grande!

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  3. Ainda bem :)
    Eu por acaso sempre gostei muito de estar em casa, passei a gostar mais ainda quando me mudei para lisboa, porque sentia que aquele é o meu espaço, e gosto bastante.
    Bastaram pequenas coisas que acrescentei na casa para a sentir minha e bem, tipo a tal coberta de cores no sofá, uns cortinados, tapete e gatinhos de madeira ;)

    Beijinhos

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  4. As coisas mudam ligeiramente a partir do momento em que passamos a partilhar o espaço com outra pessoa, mas, como diz o ditado, há coisas que nunca mudam, e esse é prazer de fazer com que nos sintamos bem dentro da nossa própria casa, seja em que situação for...

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