segunda-feira, 21 de maio de 2007

Em alerta

Este fim-de-semana tive uma visita especial em casa. Uma criança adorável de 20 meses, linda e simpática. Ficou a passar a noite para que os seus pais pudessem ir a uma festa até mais tarde.

Eu, que normalmente durmo que nem uma pedra, pode cair o prédio ao lado que eu não dou conta, passei a noite em estado de alerta. Despertei a cada barulho. Os vizinhos a entrarem e a saírem, os elevadores para baixo e para cima, os carros a passarem na rua, o apitar de um veículo longo em marcha-atrás, a descarga do autoclismo do vizinho, e eu sei lá mais o quê. Tudo isto porque queria ter a certeza que, se a minha visita pequenina chorasse, eu ouviria. E ela choramingou a pedir a chucha umas poucas de vezes. E eu ouvi e fui lá, devolver-lhe a chucha e fazer umas festinhas. Nada de complicado. Ternurento, até.

No entanto, a experiência deu para me aperceber que há imensos barulhos ao longo da noite, os quais nunca me tinham impedido de dormir; que não estou preparada para ser mãe e ter de passar a dormir a prestações, e que pondero a hipótese de não recorrer à chucha, se vier a ter filhos (pela dependência que é, pelo sofrimento da criança quando não a tem ou lha retiram).

A dada altura, chegaram os pais e eu podia dormir sem me preocupar mais. A verdade é que deixei de ouvir os ruídos todos mas continuei a acordar com o choro da criança. Ainda tive o impulso de me levantar, mas lembrei-me a tempo que os pais já tinham chegado. Ao pequeno-almoço comentei este episódio concreto, ao que o pai me respondeu que não tinha ouvido a filha uma única vez. Felizmente estava lá a mãe a garantir-me que sim, ou eu ainda podia pensar que tinha sonhado.

Haverá alguma predisposição feminina para estar mais alerta do que os homens? Mesmo no caso em que os filhos são dos outros?

8 comentários:

  1. cá pra mim, tás com vontade de ser Mãe.

    (penso eu de que...)

    bjos.

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  2. Sonhador,
    Acabei de dizer o contrário! :)
    Lá porque tu estás prestes a perder as noites descansado (sim, porque eu acredito que tu vás acordar...), não desejes o mesmo aos outros, ok?! ;)
    Felicidades para o dia que se aproxima!

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  3. Sempre ouvi dizer que os filhos mudam uma vida.
    E os filhos implicam passar a viver em função deles ...

    De qualquer modo, parece que te portaste muito bem ao ser "mãe" por umas horas ... e isso deve ser mais significativo do que o facto de só teres conseguido dormir às prestações.

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  4. acho que sim, que as mulheres devem ter uma predisposição diferente dos homens... mesmo no caso em que o filho é dos outros! Achei muito ternurenta a tua preocupação com o bem estar da tua "visita pequenina":-)

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  5. será isso a que chamam de instinto? ;-)

    beijocas e espero que tenhas posto o sono em dia

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  6. A minha teoria é um bocado mais terra-à-terra... se nós acordamos é por saber, à partida, que eles não vão acordar e se eles não acordam é porque julgam que temos de facto esse instinto incutido...
    Como sempre o ideal é juntar o melhor dos dois mundos e "fazermo-nos" de surdas para que eles comecem a ganhar esse instinto também... assim vai-se revezando o sono e a vígilia entre os dois! :)

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  7. Chama-se instinto feminino, acordar ao menor ruído do bebé. E, desculpa, dizer, a chucha é uma bênção! No início, também a rejeitava, mas depois teve de ser uma opção: ou isso, ou o dedo polegar, mais difícil de desabituar que a chucha! Até porque, ao chorar durante a noite quando ela cai, consegues calar o bebé em segundos. E voltas a dormir num instantinho!!

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