Valsa com Bashir.
Um documentário sobre a guerra entre Israel e o Líbano em jeito de autobiografia, retratando os acontecimentos através de fragmentos de memórias do próprio realizador, Ari Folman, de colegas amigos e outros entrevistados, que presenciaram o célebre massacre dos palestinianos civis nos anos 80.
O tema consegue ser relativamente aligeirado pela escolha de animação mas, para que ninguém escape à realidade da guerra, no final do filme, numa transição notável, aparecem imagens autênticas chocantes.
Tinha deixado escapar este filme na festa do cinema francês mas estreou com o arranque do novo ano e eu corri para o ver. Gostei bastante e espero que seja indicador de um ano próspero também em bom cinema.
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Também gostei bastante, e até como adepto do cinema de animação acho que está muito bem feito.
ResponderEliminarO tema da guerra, ou mesmo a guerra em si, é uma coisa que faz pouco sentido na minha cabeça. Por vezes, e para tentar compreender "a guerra", tenho mesmo vontade de ir para o meio da guerra (por favor, não me chames de louco!) para perceber o que é aquilo, que motivações têm as pessoas para apontarem armas a outros e dispararem, bombardearem e coisas do género. Para mim nada disso faz sentido. Tudo o que o Homem constrói é destruído no premir de um gatilho.
Mas, por outro lado, costumo pensar noutra coisa,... o seguinte:
"Sem Guerra não existiria a Paz, ou para haver Paz é necessário a Guerra"
(ou então sou de facto louco ... pronto!)