Era demasiado miúda quando uma doença prolongada tirou a vida ao meu avô paterno. No entanto, aprendi muito com ele, não só pelas histórias que me foram contadas mas, também, lendo, anos mais tarde, os artigos que escreveu num jornal há muito extinto. Recordo-me, em particular, de um publicado em 1934, em que defendia a igualdade entre homens e mulheres, o direito ao trabalho, ao salário, ao voto.Hoje não ostento um cravo vermelho na lapela nem vou, como fiz durante anos, depositar na sua campa o cravo que o meu avô usaria, com orgulho, neste dia.
Deixo-o aqui, em jeito de agradecimento, pela sua conduta, a sua coragem, os valores que sempre defendeu, mesmo quando isso lhe custou a liberdade e se sujeitou aos tratos da Polícia Internacional e de Defesa do Estado.
Já te disse que gosto muito de ti?
ResponderEliminarÉ também por coisas destas.
Grande homenagem.
ResponderEliminarBeijos.
Foram pessoas assim que contribuíram para que a revolução fosse possível.
ResponderEliminarUm verdadeiro herói o teu avô!
ResponderEliminarAh e nem te conto o diálogo - ou monólogo - que mantive com um taxista na noite de 24 para 25... Às tantas deixei-o mesmo a praguejar sozinho! Não há pachorra!
ResponderEliminarOs avós são seguramente uma grande "instituição"...
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