segunda-feira, 21 de agosto de 2006

Ao Sol

Sento-me no chão, de olhos fechados, virada para o Sol. A cabeça a latejar de dor.

Deixo a luz bater-me na cara. Os olhos queixam-se, a pele arde, o calor invade-me o corpo. No entanto, a sensação é de Paz, permito-me um momento só meu no reboliço do dia.

Os barulhos envolventes ficam cada vez mais longe e, de repente, estou na praia. Na luz do fim da tarde, oiço o mar tranquilo, vejo as gaivotas serenas na areia.
Sinto-me bem, amada, segura.

Já não tenho calor, a dor de cabeça foi para a terra, resta apenas uma moinha, mínima, suportável, em vias de extinção.

Refeita, feliz, regresso ao meu corpo, ao lugar onde o deixei.

Sorrio e agradeço a quem me acompanhou nesta viagem.

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