Quando estou triste, calo-me. As palavras não saiem, os pensamentos baralham-se, os sentimentos são muitos e contraditórios.
Quando me magoam, prefiro ficar calada, a tendência é para me isolar, ensaiar respostas que nunca direi, imaginar cenários improváveis. E penso no que me foi dito e porquê.
No meu silêncio, no meu refúgio, em que a tristeza muitas vezes me inunda os olhos e me aperta o coração, procuro as razões que conduziram à crítica. E, se esta for válida, encará-la como um desafio para me melhorar.
É um processo lento, um caminho longo que percorro sozinha, tentando não cair no facilitismo do "coitadinha de mim".
Procuro encontrar-me escrevendo no meu caderninho preto, ouvindo música, sentindo o aroma agradável do incenso a queimar. E aguardo o momento em que me apetece voltar a falar. Com o mundo exterior.
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somos tão parecidas! à excepção do caderninho preto, claro ;-)
ResponderEliminaré perfeitamente compreensível querermos estar só connosco no nosso mundo, onde ninguém pode magoar-nos, criticar-nos ou ofender-nos, mas às vezes também faz bem desabafar... e para isso é que existem os amigos.
if you need...
beijocas
Espero por ti. Gosto tanto de te ler! :)
ResponderEliminarE vão três.
ResponderEliminarNo meu mundo, quando acontecem dessas coisas, tb gosto de me fechar, ausentar-me do mundo.
Como diz a Tulipa, com razão, "...mas às vezes também faz bem desabafar... e para isso é que existem os amigos.
if you need..."
Bjos.