As entrelinhas são tramadas. É verdade. Principalmente quando alguém, como eu, tem a mania de querer condensar tudo em duas linhas. Claro, depois fica muito por dizer e cada um é livre, ah pois é!, de interpretar o que foi escrito da maneira que bem entender.
No post das frustrações, por exemplo.
Foi um post, em tom de desabafo, sim, é o meu blog, ora bolas!, uma constatação tantas vezes vivida por outras pessoas, mas na mesma um post gerénico de algo que me acontece frequentemente.
Quando vou, em trabalho, ao estrangeiro. Por exemplo. Convivo com pessoas muito diferentes, em reuniões, nas refeições, nos intervalos para café. Percebo-lhes os interesses, os gostos, as fragilidades. Aqui e ali anoto um comentário interessante, uma escolha que podia ser a minha, um olhar de entendimento.
Gosto delas, mesmo sem motivo. Gostaria de conversar durante horas, partilhar vivências, descobrir empatias. Mas depois há a barreira da inibição, a das oportunidades mas, muitas vezes, a barreira da língua.
E quando isso acontece, eu sinto-me frustrada. Lá se vai a troca de ideias.
Isto tudo para dizer, em bem mais de duas linhas, que as verdades de uns não são as verdades dos outros, e que os posts de ontem deram azo a um mail que lamentei. Mas enfim, é o livre-arbítrio de quem lê. Nas linhas e nas entrelinhas.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
As mulheres e a mania das entrelinhas ;)
ResponderEliminarEsquece o mail que lamentaste. Adiante. Este é o TEU blog, como muito bem dizes!
ResponderEliminarUm beijo carinhoso.
concordo com a dulce, este é o TEU blog... ponto final
ResponderEliminarbeijos
Olha, porque as entrelinhas são tramadas é que eu escrevi no meu blog um texto sem entrelinhas absolutamente nenhumas... "O silêncio dum Domingo à tarde"
ResponderEliminar:)